sábado, dezembro 04, 2004

Conceito # 7 - Altruísmo

Altruísmo

Termo criado por A. Comte, para designar o sentimento desinteressado e o amor aos outros (atitude oposta ao egoísmo). Disposição voluntária, portanto, de se dedicar aos outros.

2 comentários:

ka disse...

Se o verdadeiro comportamento altruísta existe, é uma questão que dá pano para mangas... Só queria acrescentar uma visão mais perversa da questão (eh eh!!)A maior parte dos comportamentos altruístas não o são de todo, fazê-mo-lo mais por nós próprios do que pelos outros, para compensar a auto-estima que nos falta. Como diria o meu mestre, sua excelência prof. Branco Vasco, os verdadeiros altruístas têm obrigatoriamente uma boa auto-estima. O que me leva a concluir que muitas vezes os comportamentos altruístas são "egoistas", sem querer ir contra a definição apresentada...

R.Dart disse...

Sim Ka, o altruísmo nunca poderá ser medido visto que provém sempre da intenção, e quando falo em intenção logo se poderá colocar dois pontos de vista. Esse de que falas em cima, da intenção que subtilmente serve os interesses pessoais, disfarçada de altruísmo (que é a mais comum), mas que, contudo, mesmo sendo apenas para o bem pessoal, não quer dizer que não faça, por consequência, bem a alguém. Não deixa contudo de ser egoísta e utilitária; E a verdadeira intenção, que apesar de rara, creio existir, acontece quando a pessoa é boa realmente, quando aspira a mais do que os seus interesses, quando se preocupa com o Outro e se coloca em segundo plano. Como bem podes entender, não há valores ou virtudes susceptíveis de serem medidos. O altruísmo é um Bem e um fim em si mesmo, o acto vale por si e traz satisfação implícita. A intenção desejada é o seu motor, o caminho e princípio que se escolhe para a acção, para a ética pessoal, o que nos define como consciência moral. Os meios para que se atinjam esses fins - a saber: o altruísmo - podem ser inflacionados por diversos motivos, e é a saber escolher as nossas prioridades que chegamos ao verdadeiro altruísmo. Há que saber o que nos distrai e nos afasta desse caminho a que nos propusemos trilhar. Tudo depende do significado ou da importância que atribuis ao Outro. Reconhece-lo como um semelhante a ti, que sente como tu, que merece respeito? Ou o Outro é só mais um que anda cá? Dás importância ao que fazes e como ages com ele? Pois, é como dizias no princípio… nisto da Filosofia, há sempre pano para mangas.
Sabes, a minha mestre também me disse uma coisa que fixei: “A esperança está na pessoa”, não está fora de nós.