terça-feira, outubro 18, 2005

Falácias Dedutivas III

Fuga ao assunto ou fora de alvo:
Ataques pessoais ou «Argumentum ad Hominem»
Ataca-se a pessoa que apresentou certo argumento e não o argumento que esta apresentou. Esta falácia assume várias formas podendo atacar por exemplo: o carácter, a nacionalidade, a étnia, a religião, entre outros.
As principais formas variantes desta falácia são 3:
1) o ataque abusivo, ataque à pessoa
2) o ataque circunstancial, ataque às circunstâncias
3) ataque «tu quoque» que é um ataque à pessoa, mas notando a incongruência daquilo que diz.
ex1: Podes dizer que Deus não existe porque apenas segues o ateísmo.
ex2:É natural que um ministro afirme que a política fiscal é boa porque nunca será atingido por ela.
ex3: Ele critica que eu bebo, mas ele não está sóbrio há mais de um ano.

Apelo à autoridade:
«Argumentum ad verecundiam»
Ainda que às vezes seja apropriado citar uma autoridade, todavia, na maior parte dos casos não é correcto. Mesmo que essas pessoas sejam uma autoridade no assunto ou área, não quer dizer que o sejam em todo o resto.
O apelo à autoridade é especialmente impróprio se:
1) a pessoa não estiver qualificada no assunto
2) não haver acordo entre peritos naquela área
3) a autoridade não pode ser invocada se estava a brincar ou ébria
Uma variante desta falácia é "ouvi dizer" ou "diz-se que". Está associada a 2 outras, a «ad antiquitatem» (antiguidade) e à «ad novitatem» (novidade).
ex1: O geocentrismo e o geoestacionarismo só podem estar correctos porque tanto Aristóteles como Ptolomeu os defenderam.
ex2: É impossível que o sol não gire e que a terra não esteja parada porque os sentidos assim o demostram.
ex3: Todas as verdades de fé reveladas na Biblia são verdadeiras porque são de inspiração divina.

Autoridade anónima ou apelo ao rumor:
É uma forma de apelo à autoridade, contudo a autoridade é anónima, sendo impossível confirmar se se trata dum perito ou não. Aliado a esta falácia está o apelo ao rumor. Como se trata duma fonte dúbia, duvidosa, é impossível saber se o mesmo é credível ou não. Muitas vezes os rumores não passam de falsos, de calúnias, de injúrias difamatórias, lançados com a intenção de desacreditar o oponente.
ex: Um membro do governo disse hoje que uma nova lei sobre posse e uso de armas será aprovada amanhã.
- "diz-se" e "sabe-se" também são de uso costume.

Estilo sem substância:
Em vez de ser o conteúdo e a matéria de um argumento a legitimar as suas ideias, pretende-se pelo contrário, que seja o modo do argumento ou o argumentador que o apresenta a legitimá-lo. Ou seja, a sua forma e estilo é que deverão contribuir para a verdade da conclusão.
ex1: A personalidade X perdeu o emprego porque estava a transpirar na entrevista
ex2: Aquela pessoa deve ser boa e inteligente pois cativa pela beleza e elegância

1 comentário:

Anónimo disse...

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